O restaurante era a quilo,
mas não era aquilo tudo…
=Dom
O restaurante era a quilo,
mas não era aquilo tudo…
=Dom
Se o anel não fosse de vidro
Se o amor não fosse tão pouco
Quem sabe essa ciranda
Não precisasse cirandar
Mas não é minha essa rua
Mas nem é grande esse amor
Quem sabe essa ciranda
Não precisasse cirandar
Mas ciranda!
O anel se quebra,
O amor se acaba
E a rua continua não sendo minha
=Dom
E disse Deus: Ateus não existem!
=Dom
De tanto surrupiar sentimento alheio
me tornei um poeta profundo…
– Poetas são essencialmente ladrões –
Daí a causa de a cada dia
Venderem menos as coletâneas…
=Dom
“Soneto” que amanhã eu faço.
=Dom
Adjetivo e Desinência
copularam…
Fez-se no gesto a gestante
e por falta de melhor substantivo,
chamaram “Poesia” à recém-nascida.
=Dom
Me perguntaram se me achava um bom poeta.
Claro que não, homessa!
Os poetas bons são um saco!!
Prefiro, e isso digo mil vezes,
ser um poeta mal – muito mais divertido…
=Dom
(Autobiografia não autorizada)
Desculpem, mas vamos ser sinceros:
os advogados apelam!
=Dom
Cão que ladra não morre…
=Dom
Enquanto gritam por guerra – ferra
A máscara cai por terra – erra
A dívida se perfaz
Enquanto gritam por nome – fome
A alma vazia some – come
A Terra reclama paz
(…)
A injustiça a Deus se eleva – Eva
Cobrem seus rostos com véus – Céus
Grita o aflito sem nome – tome
Canta um soneto por paz – faz
Sou eu quem escreve este verso – peço
Que apenas não cantem mais – paz
Sou eu o poeta sem nome – fome
Sou eu o poeta sem mais – ais
=Dom